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Vivendo e (não) aprendendo

13 de February de 2013, 06h56

A gente estuda e estuda mais, estuda pra dedéu,
E duas coisas não se aprendem nem nos céus:
Quem quer que seja para sempre, acaba réu,
E de sonhos e devaneios, não se tira mel.

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Solidões

03 de February de 2013, 12h40

Se você tem medo da solidão, me diga de qual delas.
Solidão nunca anda sozinha,
Existe uma variedade delas.

Fui num rodízio de solidão e provei de várias,
Uma pior que a outra.
E disso, uma certeza solitária eu tirei.

A de que a pior solidão das solidões
É aquela que não só te faz sentir sozinho,
Mas que te dá uma solitária confirmação:

Que para livrar-se dessa solidão
Só mesmo um remédio ou um carinho,
‘Que dela você não se livra sozinho.

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Queixa-se o poeta em que o mundo vai errado…

23 de January de 2013, 19h31

… e querendo emendá-lo o tem por empreza dificultosa.

Gregório de Matos

Carregado de mim ando no mundo,
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.

O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bestas andam juntas mais ornadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.

Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir, que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.

O prudente varão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo o mar de enganos
Ser louco cos demais, que ser sisudo.

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Tchau, 2012. Que venha você, 2013.

01 de January de 2013, 00h00

Apanhei muito em dois mil e doze. Bastante mesmo. Mas estou de pé. Espero que dois mil e treze seja mais gentil comigo, mas se for para ser rude, me desculpe, mas terá que se esforçar mais, pois dois mil e doze foi duro, mas, para me derrubar, dois mil e treze terá que se esforçar mais. Realmente espero que não seja esse o caso.

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Um poema ridículo para um ano mais ridículo ainda

28 de December de 2012, 00h21

Uma vez fui atropelado.
Foi coisa boba,
De um motoqueiro que veio por trás de um baú,
E que quando me viu,
Bem ali na faixa de pedestres,
Ja não teve como parar.

Ele estava errado.
Eu estava bem.

Então falei:
— Corre ‘que se eu anotar tua placa, tu tais fodido.
Ele, abobado e assustado, correu.

Corre, dois-mil-e-doze, corre…
‘Que se eu anotar tua placa…

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Como se medem lembranças?

24 de December de 2012, 07h19

Passei pelo caminho por onde a gente passeou de bicicleta aquele dia. Boas lembranças! Não… “boas” é pouco. São lembranças que sustentam sonhos…

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Tudo tem seu tempo. Até a tristeza.

12 de December de 2012, 00h15

[de um email que enviei hoje]

Fique tranquila, estou tranquilo. Bem ou feliz é claro que não estou. Mas tenho meu jeito sereno. Não é que eu goste de ficar triste, mas nunca tenho pressa de me desvencilhar da tristeza, pois são nos momentos de dor que acho que mais aprendo.

Tudo tem seu tempo. Até a tristeza.

Então aproveito-a da melhor forma possível, tentando me entender melhor, ver no que posso melhorar, rever onde quero chegar, retraçar planos…

Saber aproveitar uma vitória é fácil, mas temos que saber aproveitar os tropeços também.

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Duas reflexões do dia

03 de August de 2012, 19h00

I
Tem gente que não é boa em nada mesmo. Só em ser feliz.

II
Darwinismo nos olhos dos outros é refresco.

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Universo nem tão On-Line assim

25 de July de 2012, 17h32

Eu era, até esse mês, usuário do UOL. Até costumava linkar coisas deles aqui — e, que fique claro, não estou pedindo agradecimento algum por isso; sei que minha ínfima contribuição passa longe de ser 1 mol de avos dos acessos que eles devem ter.

Fato é que eu usava basicamente minha conta do UOL para ler conteúdos da Folha de S. Paulo impressa. Como a Folha mudou sua política de acesso a esse tipo de conteúdo, resolvi que não precisaria mais da conta do UOL.

Fui procurar no site do assinante do UOL como cancelar a assinatura e não encontrei um link para tal. Escrevi para o email do SAC, que me respondeu:

Se optar pelo cancelamento de sua assinatura, pedimos, por gentileza, que contate nossa Central de Relacionamento, através dos telefones disponíveis no link abaixo. Salientamos que este atendimento é prestado de segunda a sábado das 09:00h às 21:30h.

Foi assim que eu me convenci que o Universo que eles vendiam, não era o que eu comprava. O Universo nem era tão OnLine assim. Resolvi que eles tinham parado no tempo, que eu não queria me envolver com alguém online que solicitasse ligações para centrais de relacionamento por telefone, em horários pré-estabelecidos. Pura frescura minha. Ou não. Tanto faz. Achei ridículo e tomei minha decisão.

Outro dia, dentro do horário que eles exigem, liguei para efetuar o cancelamento. A moça que me atendeu, muito gentil, depois de ouvir minha justificativa (o caso da Folha), fez o que era de se esperar: me ofereceu descontos, falou das vantagens que não eram o conteúdo da Folha, bem aquelas que eu, mesmo sendo usuário do UOL há uns 15 anos, nunca usei. Falei para ela que não queria, que queria mesmo cancelar tudo.

Ela insistiu (tudo bem, é o trabalho dela). E aí eu falei a verdade, algo como «moça, não quero ser assinante de algo “online” que me obrigue a fazer ligações telefônicas, acho isso bem arcaico para quem se diz online». Ela honrosamente defendeu o UOL, afirmando que eu poderia ter feito o cancelamento pelo SAC. Sinceramente, ela não deveria ter feito isso. De pronto respondi:

— Então tenho mais um motivo! O SAC é ruim. Escrevi para eles, por email, e a resposta que tive solicitava que eu entrasse em contato por telefone. Não quero ser assinante de uma empresa com um SAC ruim, que me dá informações erradas.

Ela não argumentou mais, cancelou, me deu o protocolo de atendimento 156486471, perguntou se ajudava em mais algo, e desligamos. Um amor, a moça. Pena trabalhar num empresa que a sujeita a situações como essa…

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Hoje quase morri duas vezes

06 de December de 2011, 22h10

Eu atravessava a rua Dr. Fausto Ferraz, pouco depois das 9h30 da manhã, na esquina com a rua Carlos Sampaio. Eu estava na faixa de pedestres, dois carros já estavam corretamente parados para que eu atravessasse a rua. Um terceiro veículo, que eu identificaria depois como uma Ford EcoSport prata, placa ELN 8576, ignora o sinal de “pare”, a própria faixa de pedestres e os carros parados à faixa de pedestres, e ainda invadindo uma área demarcada como ponto de táxi, passando a cerca de um palmo de meu nariz, quase atropelando este que vos escreve.

Fiquei indignado, abri os braços, não lembro se falei algum palavrão, muito menos se o falei em voz alta. Lembro que o motorista que estava parado para que eu atravessasse assistia a cena com um olhar de reprovação à Ford EcoSport. Mas enfim, fazer o quê? Essas coisas acontecem, infelizmente. Passado o susto, notei que o carro que por pouco quase me matara tinha, na porta traseira, o adesivo da campanha Trânsito Gentil. Até ri da ironia, mesmo ainda assustado.

Meia quadra a frente, em virtude do semáforo da Carlos Sampaio com a Cincinato Braga, a Ford EcoSport pára, a luz estava vermelha. Resolvo registrar a ironia, tirando uma foto do adesivo Trânsito Gentil na “arma” que quase me atropelou. Tiro a foto e continuo caminhando na calçada, sem me dar conta de minha inocência. De repente, chega o segundo susto. A mesma Ford EcoSport estava agora a minha frente, metade do veículo sobre a calçada e o motorista saindo e batendo a porta agressivamente. Nesse ponto, já tinha percebido o quão inocente eu havia sido — não se brinca com gente para quem a lei vale menos que a própria pressa ou prepotência. O rapaz, muito mais alto que eu (o que não é difícil, já que tenho somente 168cm), mas também aparentando ser muito mais forte, veio de forma truculenta me ameaçando:

— Tá tirando foto de quê?
— É… do adesivo Trânsito Gentil…
— Apaga isso aí senão eu te quebro!

Essa última frase veio recheada de algumas palavras de baixo calão, e acompanhadas de uma agressividade física que me intimidava e me jogava contra uma parede. Eu só falei, calmamente, que apagaria, mostrando o celular para ele e acompanhando em voz alta tudo o que eu fazia: «olha aqui a foto, cliquei no deletar, confirmei, pronto!». Segui meu caminho. Mas ele não deixava de esbravejar, ameaçar, perguntar se eu realmente achava que ele queria me atropelar. Ignorei o convite à discussão, falei um “bom dia” em um tom mais alto e fui-me, deveras assustado, suando frio, segurando a pressão para que ela não caísse, mas, como disse, segui meu caminho.

Uma quadra e meia a frente novamente a Ford EcoSport pára. Semáforo da Carlos Sampaio com Av. Paulista. Na esquina, quatro policiais militares. Explico o fato, eles dizem que nada podem fazer pois não presenciaram nenhum dos acontecimentos, nem a transgressão à faixa de pedestres, nem as ameaças. Peço apenas que cuidem de mim, pois vou novamente fotografar o carro, dessa vez, buscando somente a placa do veículo mesmo. O PM me instrui a mandar a foto com um relato ao delegado do DETRAN, que poderia tomar alguma providência contra o motorista. A agressão, ficaria apenas na minha memória mesmo — mas isso ele não me disse, eu entendi nas entrelinhas.

Praticamente escoltado por 4 policias militares vou parar na frente do veículo e tiro uma foto bem bonita. O olhar do cara era mais agressivo do que antes, mas seu comportamento era tão manso quando o Papei Noel que enfeita a Av. Paulista algumas quadras a frente. Ele me olhava cheio de ódio, mas a valentia que demonstrara antes havia sumido na presença dos policiais. A expressão era aquela típica do motorista preso no trânsito: ódio à flor da pele, agravado pela incapacidade de fazer algo perante a situação.

Fim da história. Tentei falar com o DETRAN, mas a resposta deles foi: «Sugerimos que registre um Boletim de Ocorrência. O Detran não é órgão fiscalizador de trânsito, o que compete a Prefeitura Municipal e Polícia Militar. Órgãos nas quais sugerimos que encaminhe a questão».

Enfim… Se desse certo, o motorista poderia até ser multado, mas iria recorrer e acabaria não pagando nada, nem perdendo pontos na CNH (afinal, ameaçado do jeito que fui, não parei para pegar nomes e contatos de possíveis testemunhas, o que, ao que me parece, torna o caso fraco). Talvez um segurança da locadora de veículos Unidas, que fica na esquina da Carlos Sampaio com a Cincinato Braga, tenha visto a ameaça, que foi ao lado da entrada lateral da locadora; posso tentar localizá-lo depois… mas é só.

Enfim… é nessa cidade – e em cidades como esse – que vivemos muitos de nós: se um carro não te atropela na faixa de pedestres, você ainda corre o risco do motorista descer e te quebrar. Por enquanto, não posso deixar de pensar que pelo menos estou — fisicamente — bem, mas confesso que o sentimento de indignação me atormenta demais.


Essa é a primeira foto da história. De fato a exclui na presença do motorista, mas depois a recuperei com um desses programas que recuperam fotos apagadas de cartão de memória.


Essa é a segunda foto, tirada tão a frente do carro quanto de quatro PMs.

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