07 de agosto de 2008, 13h28
No caixa de um restaurante por quilo, com uma conta de pouco mais de R$ 2,50, a pessoa que me atendeu, provavelmente em um dia de muito bom humor, me pergunta:
- Nossa! Como você consegue comer tão pouco? Eu é que precisava comer assim…
- Amigdalite.
E, a grosso modo, a conversa teve fim.
Na verdade eu nem estava com amigdalite, mas quando eu não estou com uma paciência muito vasta para com estranhos, me sinto fortemente estimulado a criar respostas curtas e satisfatória para me desvencilhar deles o quanto antes.
04 de agosto de 2008, 00h14
Num prédio atrás da Casa Rosada vi enquanto passava um tal exposição de 50 anos da participação da Argentina nas forças de paz das Nações Unidas. Espiando pela grade tudo que vi foram armas de artilharia anti-aéria, tanques e outras ferramentas letais de guerra.
Impossível não ficar pensando sobre o que é e sobre como fazer paz…
23 de julho de 2008, 02h48
A pessoa mais forte que eu já vi até agora foi aquela que fez tremer a mão do poeta tanto que o fez trocar a caneta pelo lápis.
18 de julho de 2008, 09h47
Do André, que voltou da França esses dias.
Segundo o Sagaz, isso é tão precioso que já dá pra comprar um imóvel negociando bem.
17 de julho de 2008, 16h17
Adorei a forma como o Prates se referiu hoje, no Jornal do Almoço, aos adeptos do sexo casual ou sexo sem compromisso:
“rapaziada que gosta de amistosos no jogo do amor”.
16 de julho de 2008, 09h48
O menino cansou de brincar,
Sentou para jantar.
O pai via o telejornal.
O menino via menina
Que matava o pai
E pai que matava a menina.
E ninguém viu
Que o telejornal
Matou o menino.
20 de junho de 2008, 12h18
Foi pro ar esses dias. Não sei quem vai se interessar, mas fica ai o link para o Cultura em processo, um blog que comecei com o Rafael Toledo, para termos um canal para escrever, divulgar e discutir coisas que estudamos (design, cultura, sociologia etc.).
10 de junho de 2008, 17h14
Um barman, cansado de ver menores de idade se embebedando em uma formatura faz cada coisa.
– Me vê duas águas.
– Você tem 18 anos né?
– Mas é pra comprar água!
– Ah é…
25 de maio de 2008, 19h34
Existem duas maneiras de acabar com uma história de um livro. Uma é arrancar as páginas e deixar o livro tão oco quanto insosso. Outra é rasgar-lhe as páginas e fazer dele apenas pedaços insólitos desenhados pela frieza.
Em ambos os casos os protagonistas olharão pra frente, e continuarão caminhando sem história alguma. E não vai haver heroísmo algum. No peso dessa amemória, eles não têm outra escolha além dessa.
20 de maio de 2008, 22h58
As vezes os anos passam tão rápido que já faz mais de um ano que o ano passado já passou…