05 de janeiro de 2009, 15h03
Com certeza Bob Dylan e Elis Regina são artistas sensacionais, com uma obra esplêndida de ponta a ponta. É o que eu acho deles.
Mas, curiosamente, na vastidão de álbuns desses artistas, para mim é extremamente fácil dizer que Blood on the tracks é o melhor do Dylan e Em pleno verão é o melhor da Elis.
10 de dezembro de 2008, 23h15
Hoje a diferença entre andar com ou sem guarda-chuva se resumia a ter – ou não – umas das mãos livres. Além disso plófit-chuá era o som de cada passo que eu dava.
19 de novembro de 2008, 08h42
De Natal quero uma máquina de teletransporte para eu poder ir para a um dos meus lugares favoritos quando eu quiser.
06 de outubro de 2008, 22h45
O Victor jogava War e estava puto com a sorte – ou com a falta dela, ou com a alheia. Fato é que no War isso se resume a territórios perdidos. Então eu o aconselhei:
- Use a tática do cachorro para conquistar território: mije em cima e fala que é teu.
30 de setembro de 2008, 20h34
Minha mochila parece o chapéu do Presto: enfie a mão lá e adivinhe o que pode sair. Uma caneta, algum cartão de visita, uma toalha fedida de cloro, uma marmita de macarrão com abobrinha ou ainda um computador.
05 de setembro de 2008, 01h37
Hoje me incomodei com o fato do brasileiro ter se acostumado com a desonestidade na política. Ser honesto é uma qualidade do político, quando, antes, deveria ser apenas um requisito.
27 de agosto de 2008, 11h54
- Tudo bem?
- Não… estou sem calças! Rasgaram os fundillhos das minhas duas calças prediletas!
07 de agosto de 2008, 13h28
No caixa de um restaurante por quilo, com uma conta de pouco mais de R$ 2,50, a pessoa que me atendeu, provavelmente em um dia de muito bom humor, me pergunta:
- Nossa! Como você consegue comer tão pouco? Eu é que precisava comer assim…
- Amigdalite.
E, a grosso modo, a conversa teve fim.
Na verdade eu nem estava com amigdalite, mas quando eu não estou com uma paciência muito vasta para com estranhos, me sinto fortemente estimulado a criar respostas curtas e satisfatória para me desvencilhar deles o quanto antes.
04 de agosto de 2008, 00h14
Num prédio atrás da Casa Rosada vi enquanto passava um tal exposição de 50 anos da participação da Argentina nas forças de paz das Nações Unidas. Espiando pela grade tudo que vi foram armas de artilharia anti-aéria, tanques e outras ferramentas letais de guerra.
Impossível não ficar pensando sobre o que é e sobre como fazer paz…
23 de julho de 2008, 02h48
A pessoa mais forte que eu já vi até agora foi aquela que fez tremer a mão do poeta tanto que o fez trocar a caneta pelo lápis.